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terça-feira, janeiro 28, 2014

A FELICIDADE DE CAMINHAR JUNTOS

Sinto-me feliz quando vejo meus amigos e contemporâneos a ascenderem a cargos de responsabilidade. Ainda são poucos aqueles que sobem ou que tenham já subido por mérito, que olham para baixo e que se recordam das duras jornadas em comum, reconhecendo as potencialidades dos que "ainda" não subiram. Tenho porém certeza que à medida que nos formos forjando académica e profissionalmente esse número crescerá de ano para ano. 
 
Elogio também os eternos amigos, aqueles que estando já no "1º andar", não ajudam com dinheiro ou com simples convites para jantares em chiques restaurantes ou instâncias turísticas, mas que dão ideias e sugerem caminhos... Esses dão os anzóis em vez de peixe a quem tem "fome".
 
Tenho amigos que se encaixam na descrição supra. Só não os nomeio para não coibir outros amigos que, embora não tenham ainda demonstrado este lado positivo duma amizade, podem ser excelentes. Não depuro ninguém. Apenas elogio as qualidades.
 
Os meus últimos dias foram marcados por dois exemplos: um amigo, que é editor-chefe num jornal, sugeriu-me que passe a escrever (melhor, que mande) crónicas e contos ao "seu" jornal, a fim de serem publicados. Embora não me tenha garantido dinheiro, trata-se de isca e anzol. A mim interessa que as minhas criações artísticas sejam conhecidas. Nem todo o ganho se resume em dinheiro. Uma outra amiga (não é minha contemporânea directa. É uma década mais velha), procurou-me, fazendo mais de mil quilómetros, para trocar ideias e sugerir inovações, quer ao meu desempenho profissional, quer à minha auto motivação. Haverá prenda melhor de um amigo do que nos "ensinar" a trabalhar?
 
Os meus amigos de verdade hão de se rever nessas palavras de agradecimento.
 
Estamos juntos!

quinta-feira, janeiro 23, 2014

KWANZA-SUL OU CUANZA-SUL?

Em conversa no chat do face book, o meu amigo Isidoro Natalício colocou-me a questão da grafia dos nomes de origem bantu (topónimos e antropónimos). Referia-se o amigo Isidoro que a TPA tem-nos escrito de forma diferente àquela que eu uso na grafia dos "nossos" nomes.
 
Tendo em conta a importância do assunto, ainda que o debate e as conclusões sejam superficiais, julguei oportuno partilhar as ideias que defendi nesta página que é menos volátil ao tempo.
 
1º - Os topónimos obedecem, para além da atribuição da designação, a um registo. Esse registo é válido até que o topónimo mude de designação ou se corrija a grafia. Para exemplificar, devo dizer que nos cadastros, a província angolana a sul do rio Kwanza está registada "erroneamente" como "Cuanza-Sul" em vez do que seria expectável, Kwanza-Sul. O mesmo se pode aplicar ao meu nome, Canhanga, que devia grafar-se Kanhanga para obedecer ao alfabeto convencionado pelo CICIBA (Centro de Investigação das Civilizações Bantu), combinado com a Resolução 3/87 de 23 de Maio, do Conselho da Revolução. 
 
2º - As regras do CICIBA para a ortografia das línguas bantu diz que a letra C tem o fonema equivalente ao dígrafo Tx e ainda pelos grupos consonânticos TCH e TSH. Exemplos: Cikala-Cyolohanga, Cindjendje, Citembu, Civingiru, Citende Cya Zango, Cipalavela, etc.

Sempre que as vogais I e U estejam  junto de outras, as primeiras devem mudar para Y e W. Exemplo: "muanha" (sol) deve grafar-se correctamente "mwanha); "diniangua" (abóbora) deve grafar-se "dinyangwa"; "kizua"=kizwa, etc. 

Para obtermos o fonema equivalente em Português a "C" devemos grafar "K". Kanhanga, Kambundi-Katembu, Kalulu, Kahála.
 
Não sou telespectador atento da TPA e não sei dizer se grafam de acordo aos registos portugueses ou se de acordo ao alfabeto das língua bantu. De uma coisa, porém, tenho certeza: É preciso corrigir urgentemente os registos dos nossos topónimos (calculo que o MAT- Ministério da Administração do Território-  tenha já um projecto nesse sentido) e passar-se a exigir que haja uma grafia correcta dos topónimos de origem bantu.

Não se pode aceitar que a nossa moeda seja Kwanza e o rio que lhe dá o nome ainda se designe Cuanza. O que se passa hoje é que não há rigor. Cada escreve como bem entende. Eu que sou adepto da grafia segundo a originalidade dos nomes, tenho grafado como será no futuro. Para o presente, pode ser que alguém considere o meu procedimento errado.

Obs: 
A 30.01.2014 tive acesso ao documento "Divisão Política Administrativa e Topínímia de Angola", elaborado pela Direcção Nacional de Organização do Território. O mesmo retoma apenas os "baptismos" coloniais e não propõe alterações à redação dos topónimos de origem bantu.

Vim ainda a saber, de um amigo internauta (comentários ao artigo publicado no Club-K), que o MAT remeteu essa lista aos Órgãos de Comunicação Social, públicos e privados que, de imediato, passaram a grafar os topónimos angolanos segundo os cadastros coloniais.
A título de exemplo, a minha circunscrição natal, Munenga, é condificada como:
      AOCS070602
-Munenga
 

quinta-feira, janeiro 16, 2014

LADRÕES A SOLTA?


"Quem tem coisas de que não precisa é um ladrão” (Mahatma Ghandi).
 
À semelhança do que escreveu o meu amigo Nguimba Ngola, na sua página de face book, também já me disseram que:
- Não devo mais andar de candongueiro,
- Não devo andar nos mercados a comprar material de construção,
- Nem devo andar de i20 pois não é carro para gente do meus "estatuto",
- Não devo continuar a viver no "bairro", etc.
Algumas vez eu disse que quero viver uma vida que não é minha? De ondem vim e para aonde vamos todos, depois de todas as "coisas alheias" não mais nos servirem?
 
A minha luta é para ter o necessário e viver uma vida que não precise de guardas.
 
Obrigado a todos quantos respeitam o meu estilo de vida e desculpo-me daqueles que me julgam a olhar para seus próprios estilos de "roubo" e desperdício.
 

quarta-feira, janeiro 08, 2014

PERGUNTAS PERTINENTES NO DIA DA CULTURA NACIONAL

NO DIA DA CULTURA NACIONAL

EIS ALGUMAS QUESTÕES QUE HÁ MUITO ME PERSEGUEM:
Entendendo a cultura nacional como: hábitos, tradições, crenças e pertences" colectivos, nos quais se revêm um determinado povo (no caso concreto os angolanos),
 
1 - O QUE É "CULTURA NACIONAL" (COMUM AOS ANGOLANOS) E O QUE É CULTURA
LOCAL/REGIONAL?
2 - QUAIS OS ACTOS, PEÇAS E VALORES QUE SIMBOLIZAM/REPRESENTAM A CULTURA?
3 - TUDO O QUE EXISTE/SE FAZ, SE PENSA, POR ANGOLA (NAS REGIÕES) É NACIONAL?
4 - HÁ POLÍTICA DE ESTUDO, RESGATE, VALORIZAÇÃO E DIFUSÃO DO QUE É/REPRESENTA A CULTURA NACIONAL?
5 - QUEM SÃO OS FAZEDORES DE CULTURA NACIONAL?
6 - ONDE ESTÃO E QUE É FEITO DELES?
 
Há quatro anos, fui convidado a apresentar o meu livro de estreia literária na Lunda Sul, num acto que representou a comemoração da data na província nordestina de Angola. De lá para cá, já com três livros publicados, vou ainda reflectindo: sou também um fazedor de cultura? Sou agente cultural? Sou tido ou achado para questões que não envolvam aparição política de determinadas "figuras sanguessugas" que se aproveitam da inspiração e transpiração (arte) alheia para brilhar diante da TV?
 
Sou/somos mais um/uns...