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sexta-feira, junho 24, 2016

QUE LÍNGUA FALAM OS LIBOLENSES NÃO LUSÓFONOS?

 
Soa-me, de leve, que a língua falada na região nordeste e central do Kwanza-Sul se foi e está a diferencial de tal forma do Kimbundu que há já quem pense em torna-la "língua autónoma" e distinta do Kimbundu que lhe deu origem, faltando apenas definir que designação atribuir a essa que é até agora uma das variantes do Kimbundu.
 
As línguas não são estanques. Elas se dinamizam no processo histórico e social. Buscam empréstimos de outras, cedem vocábulos, mantém outros no arquivo e esquecimento e criam novas palavras para designar mesmas ideias e objectos, como tb novas realidades. Isso acontece de forma natural e nunca por decretos.
Também já sabemos e dissecamos que uma certa língua não pára onde termina a fronteira político-administrativa de um território. Assim se justifica a existência de "zonas de transição e ou confluência linguística" bem como as "ilhas linguísticas" que são comunidades que glosam idiomas distintos daquele predominante numa dada região. O Libolo teve muitas e ainda persistem algumas ilhas. O Uije também tem "ilhas linguísticas" nas grandes plantações de café para aonde foram  levados, no tempo das monoculturas, povos Ovimbundu que estabeleceram "ilhas linguísticas" entre comunidades Bakongu.
 
Provocação:
Que língua fala a maioria dos libolenses que não teve a Língua Portuguesa como língua materna?

segunda-feira, junho 13, 2016

Espreitando os cenários nos cemitérios de Luanda

Dia-e-noite na janela
Espreitando, dessa vez, os cenários nos cemitérios de Luanda.
Nunca tinha visto o do Benfica. Só ouvia estórias do tempo "clandestino" e outras do tempo "moderno" e com todos adjectivos que só uma rádio e um jornalista sabe dar.
Catorze, Sant'Ana, Viana, Kamama e no finado clandestino dos Mulenvos já tinha lá estado.
Nenhum cemitério é bom porque não recebe troncos. Recebe pessoas choradas. Porém, gostei de NÃO VER as confusões, banditices e falta de respeito que assisto nos cemitérios de Viana e Kikolo. Não custa nada arrumar aquilo ao nível do homólogo campo santo do Benfica ou entregar à gestão privada.
 

segunda-feira, junho 06, 2016

OLHANDO PARA AS PEDONAIS AO LONGO DAS VIAS

Dia-e-noite na janela
 
Olhando para as pedonais ou pontes para pedestres ao longo das principais vias de Luanda.
Uma velha cansada e cautelosa, única no topo da ponte, num trecho da Deolinda Rodrigues. Cá mais a baixo, um jovem de bochechas inflamadas de anemia, que mais se parece a um lyambeiro e predador.
Os que se acham saudáveis arriscam a vida debaixo da ponte onde dezenas já viram a banga fugir-lhes debaixo de rodas. Assim acontece dias sim, semanas sempre.
 
Que tal mais um pouco de anúncios pedagógicos acrescidos de um pouco de castigo aos bangões.